domingo, 21 de fevereiro de 2016

*Precisamos falar sobre* : Automutilação.

Oi galera, bom dia / boa tarde / boa noite.
Hoje eu resolvi falar sobre um problema que muitos jovens (mas não só eles) enfrentam e é tomado como piada, retardamento, loucura, bobeira:

AUTOMUTILAÇÃO.

No meu próximo livro (Bolhas de Sabão), a personagem Janie sofre com essa dificuldade/transtorno/problema. Sendo assim, achei interessante falar sobre isso, até por ter visto uma piada de péssimo gosto rodando no Facebook. 

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São muitos e variados os meios que podem ser usados na automutilação, mas o mais comum são mesmo as lâminas de barbear. Existem casos de mordidas, queimaduras, facas, tesouras...
Longe da vista dos outros, no refúgio do quarto ou do banheiro, estas lesões praticadas repetidamente não têm a intenção de chamar a atenção. Representam antes uma forma de controlar as emoções, ansiedades, raiva, sensação de vazio… uma expressão de grande mal-estar interno, como forma de aliviar fisicamente a dor que é psicológica e emocional.
Muitas são as causas que poderão estar na origem ou associadas a este comportamento autodestrutivo: problemas emocionais, depressão, ansiedade, perturbação bipolar, perturbações de personalidade, perturbações de comportamento alimentar, entre outras.
Em alguns casos, a automutilação pode ser a tradução de problemas mais graves. Os familiares que descobrem este problema não devem hesitar em procurar auxílio junto de um técnico de saúde (psicólogo ou psiquiatra), para que ajude o parente a compreender as razões do seu comportamento e a reconciliar-se com o corpo, limitando os danos possíveis.
Não julguem! Não diga que é coisa passageira, que existem pessoas em piores situações, que isso é maluquice...
Não é bobeira!
Antes, porém, de recorrer ao médico, tente conversar com essa pessoa. Tente entender as razões pelas quais ela faz isso. Não faça caretas estranhas ao ver as cicatrizes, não vá dizer bobagens, não trate a pessoa como coitadinha...

Muitas vezes este comportamento denota algumas carências (na família, amigos e outros grupos de referência) que deverão ser analisadas. É essencial restaurar o diálogo de forma a poder ouvir este grito de socorro.

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Concordo plenamente!! Essas pessoas precisam de ajuda e sofrem muito mais por serem incompreendidas.

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  3. Concordo plenamente!! Essas pessoas precisam de ajuda e sofrem muito mais por serem incompreendidas.

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