domingo, 29 de julho de 2012

Medo... - por Thiago Assoni



Quero encontrar alguém que não tenha neuras do passado.
Alguém livre de correntes grossas e fantasmas nas costas.
Alguém que se permita viver o hoje,
preocupando-se com o amanhã na medida certa.
Sem essa de “e se” não der...
“E se” não fizer...
"e se"... "e se"...
ORAS!
Viver é isso...
Deixar acontecer.
Sofrer é normal, todos já sofreram,
Estão sofrendo
Ou vão sofrer um dia.
Triste daquele que NUNCA sofreu,
pois este não sabe o que é viver de verdade!
Ter medo de sofrer é fechar as portas da alma.
Ter medo de sofrer é se podar pra não viver!
E se privar de conhecer o novo.
Só saberemos o verdadeiro sabor do doce,
quando provarmos do amargo.
Certa vez li em um muro uma frase
que fiz questão de nunca mais esquecer.
E é com ela que encerro:
“O medo de errar é a porta que nos tranca num castelo de mediocridade”

sábado, 28 de julho de 2012

Desculpa - Ana Carolina.

Desde que conheci o Poema na voz de Ana Carolina...
Fiz questão de nunca mais esquecer!



Desculpa!


Te olho nos olhos e você reclama
Que te olho muito profundamente...

Desculpa,
Tudo que vivi foi muito 
profundamente!


Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.

Até onde posso ir para te resgatar?

Reclama de mim, como se houvesse possibilidade
De me inventar de novo.


Desculpa...
Desculpa se te olho profundamente, 
rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Muito antes de seus passos.

Eu não vou separar minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser...
Vibrante...

Errante...
Sujo...
Livre...
Quente.

Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente! 




sábado, 21 de julho de 2012

A Beleza do NÃO.- por Thiago Assoni


Muitos tomam a SINCERIDADE como GROSSERIA.
Mas não é bem assim...
Pessoas morrem de câncer
Por reprimir suas próprias vontades!
Se fazem de "bonitinhas" 
Só pra agradar.
E esquecem-se de si mesmo!
Oras... 
Não tenhamos medo de ser um pouco mais rude.
Ser mais seguro, mais abrasivo.
Dizer Não não é um problema!
Qual o problema em ser chato?
Não é sempre que acordamos bem
Ninguém é legal o tempo inteiro.
Permitir-se um momento de "eu mesmo",
Ser chato de vez em quando, não ir quando não quer
Não rir se não achar graça, não fazer se não quiser...
Por que ser Sim o tempo inteiro?
Não me importo com moral e bons costumes.
Em não falar pra não ofender.
Em guardar dentro de mim aquilo que preciso dizer.
Óbvio que não preciso sair falando besteira o tempo todo.
Óbvio que eu sei que nem todos estão prontos para ouvir todas as nossas opiniões.
Mas, daí a me calar sempre?
Não!
Quero mais é sentir-me bem por dentro.
A Beleza do Não.
Dizer não quando não quero
Ou Não por que é isso o que eu acho!
Já disse outras vezes e repito:
Faça isso por você!
Seja mais prático, tenha atitude!
Isso dá prazer, tesão em viver.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Mudanças... Mudanças....

Estou contente com as coisas que têm acontecido no meu dia a dia. Feliz de verdade!
Emprego novo, perspectivas novas... Até meu blog resolvi dar uma mudadinha também, gostaram???
Falando em mudança, estava passeando pela internet e encontrei um LINDO poema que fala exatamente sobre isso. Espero que gostem tanto quanto eu!




Poema da Mudança

Mude,
mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV,
compre outros jornais...
leia outros livros,
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura,
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado...
outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda!




PS: Encontra-se pela internet esse texto como sendo de Clarice Lispector. Ora, pessoas lindas, sejamos menos recheado de modismo, ok? Não é por que um texto é belíssimo que é dela!
O Texto é de Edson Marques. 

sábado, 7 de julho de 2012

Refletindo - A Plantinha - por Thiago Assoni



Ø  A Plantinha

Quando alguém ganha uma plantinha, normalmente, fica todo feliz e entusiasmado com aquela novidade. Rega todos os dias, poda as folhas secas, cerca-a de cuidados e tudo mais o que for necessário para ver a plantinha crescer e vingar.
Mas aí o tempo começa a passar. O que era novidade deixa de ser e é como se outras coisas mais importantes surgissem. E então a plantinha é deixada de lado. O tempo, obviamente, continua passando e todo o esmero dedicado à plantinha já não acontece mais. Regar deixa de ser prioridade e as folhas secas se acumulam ao redor, deixando morto o que deveria ser Vivo e lindo!
Não demora muito e, finalmente, a plantinha Morre!
Morre bestamente, por coisa tola. Morre por falta de cuidado.
E você, que queria tanto ter uma, quantas outras plantinhas precisaram morrer pra dar o devido cuidado a alguma que, talvez, já está aí na sua janela?


Ø  O Paradoxo

Quando as plantas não recebem o devido cuidado, existem duas reações: Morrer, como dito em outrora; ou crescer em demasia, o que também pode ser muito bom!
A plantinha que cresce assim faz o vaso quebrar, toma terrenos maiores e já não serve mais pra enfeitar apenas janelas. Está em outro estágio agora, não pode mais ser controlada e não precisa mais se prender ao pequeno vaso.
Raízes expostas, machucados amostra. Em contrapartida, não precisa mais mendigar pequenos cuidados. É autossuficiente!
A plantinha cresceu!


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Pressa...


Eu tenho pressa...
Não posso ficar aqui parado
Esperando o “depois” que nunca vem.
Eu tenho ânsia!
Não quero ver o tempo passar
Sem ouvir uma resposta que seja.
E eu ainda me pergunto:
O que aconteceu com a gente?
Em que momento a gente se perdeu?
Toda aquela conversa de que seria diferente...
Utopia... Devaneio...
E eu tenho pressa.
Mas isso já não me importa mais.
Ai de mim!
Que acreditei de novo em tão belas palavras.
Vazias...
Agora, ei de pedir desculpas...
Desculpa por me doar inteiramente
Desculpa por me dedicar
Desculpa por tentar ser alguém que pudesse lhe fazer bem
Desculpa!
E as desculpas são a mim mesmo!
Preciso desculpar-me a mim por ser tão tolo!
Desculpar a mim por deixar meu coração aberto.
Desculpar a mim por me fazer sofrer de novo
Por perder meu tempo.
Eu era terreno limpo
Pronto para edificar você
Mas como edificar
O que é só escombro?
Como erguer a ti, esquecendo-me de mim?
Mas não me arrependo.
É preciso sentir o amargo
Para apreciar o que é doce.
E eu me perdoo por isso.
E continuarei assim
Apressado
Tropeçando e caindo
Levantando e seguindo.
Me machuco e curo
Choro pra sorrir
É preciso primeiro a chuva
Pra surgir um arco-íris.
É minha pressa que me faz andar com calma.
Mas sem perder e nem deixar o tempo passar
E eu perdi meu tempo
Me dando, recitando poemas...
Tentando levar você pro mundo...
Para o meu mundo.
Mas não há amor pra quem não sabe Amar.
Não há caminho pra quem não quer caminhar.
Fui até onde pude ir pra te resgatar...
Pra me resgatar.
Mas a vida me fez um grande favor.
“Me fez sempre pronto pra viver um novo Amor”
Por que eu tenho pressa...
Pressa de viver e Amar...
Me Amar!


sábado, 16 de junho de 2012

Como será seu PASSADO?



Hoje eu ouvi uma cara dizendo na TV algumas coisas sobre futuro que me deu a ideia de criar esse post. Não lembro com exatidão tudo o que ele disse, mas o que escrevo abaixo foi inspirado em tudo o que ele falou.

“As pessoas costumam se perguntar muito sobre qual o futuro que querem ter, mas eu penso o contrário...
Qual passado você quer deixar de lembrança? Qual passado você que ter daqui vinte anos?
Olhar para trás e ver que não viveu por que buscava um futuro que, talvez, você não vai aproveitar nada dele?
Perceber que você ralou, se matou de trabalhar e estudou pra viver apenas de Domingos sem graças sem muita expectativa de nada? Assistindo outro gordo qualquer na TV? Ou então uma penca de gente indo pra sua terra, ou casas serem construídas enquanto sua vida já foi e você não fez nada?
O que você está fazendo pelo seu hoje? Uma vez, ouvi uma Bombeiro dizer que um incêndio não começa grande. Tudo começa de uma faísca e vai se alastrando e alastrando. Você quer mesmo ficar pensando só no que vai vir e esquecer de viver o agora? Do que adianta se matar agora e não poder aproveitar de quase nada depois? Assim como em um incêndio, você fica só esperando que tudo comece grande e esquece de que pra ter um futuro legal, é preciso ter um presente satisfatório.
As pessoas vivem de Esperança no Verbo Esperar, quando deveriam viver de Esperança no verbo Esperançar, de ir fazer, e não se acomodar. O mundo só muda, quando você mudar! E o futuro melhora, quando o presente melhorar.
Qual passado você quer ter daqui vinte anos?”

Pode parecer incrível, mas eu ouvi tudo isso ai no programa da XUXA!
Prestigio... A gente vê por aqui!

Entretanto, a mensagem é de se pensar. Realmente vejo muita gente preocupada em deixar um bom futuro pra viver e esquece-se de viver o que tem pra hoje, o presente! Como foi dito anteriormente: Não vai adiantar nada ter um lindo futuro pra se viver e olhara para trás e ver que não viveu nada!  

Sacrifício Parte Três.


Sacrifício - Parte Três.

A escuridão era intensa. Os ruídos eram aterrorizantes e ecoavam pela imensidão trevosa, que impedia seus olhos de enxergar um centímetro além de seu rosto. Encostou-se a parede de barro, numa tentativa de traçar um caminho, e sentiu que o frio era realmente muito forte lá dentro do labirinto. Sentia falta de algo que pudesse esquentá-la. Aquele vestido decotado e rente ao corpo lhe causava a sensação de frio ainda maior.
Andou às cegas, sem saber por onde. O chão era desigual e, em certos pontos, era mais lamacento, fazendo com que seus pés afundassem até a altura dos joelhos. Para sair dessa armadilha natural, ela usava de muita força, o que deixava seu corpo exausto e cada vez mais pesado. Em dados momentos, sentia mãos que subiam e desciam em suas pernas quase nuas a essa altura da caminhada, onde antes passara por um corredor de espinhos e folhas cortantes.
Não sabia precisar o tempo que já estava ali dentro, mas parecia tempo demais. Deitou no chão de terra e dormiu. Quando acordou, ainda era noite, mas sabia que isso não faria diferença, pois aquele lugar era noite o tempo inteiro. Continuava andando sem saber por onde. Sentia roedores e insetos caminhando por seus braços, pernas e ombros.
Por vezes, corria e se deparava com a parede de barro. Caía com violência com o impacto e ficava ali desmaiada sem saber por quanto tempo. Quando acordava, continuava andando. Estava cansada e suas pernas doíam. Sentia fome e chegou a comer algumas folhas que ela não fazia ideia do que poderia ser. As pontas dos dedos estavam todas mordidas.
Sentindo a exaustão ao máximo, sentou-se e descobriu estar num vale de ossos quando puxou um crânio ao seu lado. Lembrou-se daquele corredor que havia passado horas antes. Levantou-se assustada e correu. Parecia estar num campo aberto agora, pois não se chocou com mais nenhuma parede de barro. Tentou olhar aos lados, mas era inútil. Não conseguia enxergar um palmo a sua frente. Ficou caminhando por horas e não encontrou mais nenhum obstáculo, nenhuma parede, nenhuma armadilha.

De repente, sentiu o chão tremer. Finalmente conseguiu enxergar, e era uma rachadura enorme que se abria diante de seus olhos. Uma luz alaranjada se ergueu até o céu negro entre fumaça e murmúrios de lamúria. Viu uma base de ferro se levantar, girando. Nela, havia uma arca também de ferro e muito bem trabalhada. Ao lado daquela arca, em pé na plataforma, estava ele, novamente vestido de preto, os olhos esmeraldas com um brilho ainda mais misterioso. Ele não disse nada, apenas sorriu e apontou para a arca reluzente.

- Finalmente chegou! – ele sorriu.
A plataforma parou de subir, igualando-se ao nível do chão do espaço deserto. A escuridão se fora, e era como olhar um céu vermelho agora. Aquele tom avermelhado do céu deixava o ambiente como se fosse um cenário dos mais terríveis pesadelos. E aquele homem, a única figura que parecia completar perfeitamente aquele assombroso lugar, sorria, deliciando-se do pavor da jovem que estava a sua frente.

Enfim, ele colocou-se ao lado da garota e estendeu-lhe o braço, que foi correspondido num meio abraço por parte dela. Caminharam até a base que emergira das profundezas e ficaram ao lado da arca que ali estava. Sem dizer uma só palavra, ele tirou a tampa e mostrou a caixa vazia. Havia apenas fumaça que saia dali.

- Do que se trata? – ela perguntou, enfim.
Sorrindo, ele manteve guardado seu silêncio e deu a volta na arca, alisando-a em contemplação. A fumaça formava pequenos redemoinhos ao passar dos dedos compridos. Quando ele olhou para ela novamente, já mostrava seu verdadeiro rosto de bode e os chifres protuberantes envergavam-se para os lados. Do chão, brotaram dois corpos rochosos de braços muito fortes, que jogaram a garota dentro da arca de ferro e fecharam-na ali dentro.
Foi só nesse momento que Lilith percebeu que a arca era rodeada por pequenos círculos de vidro e que a tampa também tinha duas aberturas daquele mesmo tipo. Conseguia ver tudo o que se passava ali fora. Os corpos rochosos que se desmontaram em pedaços e o tinhoso que se aproximara do vidro em frente ao seu rosto, sorrindo, a tocha no meio da cabeça brilhando em chamas altas. Sentiu o ar começar a lhe faltar quando aquele líquido viscoso invadiu a superfície metálica. Apavorou-se, mas não havia espaço o suficiente para se debater. Tentou gritar, mas percebeu que a voz não saia, engasgada, presa no fundo da garganta que ardia. Seus olhos choravam e o pouco que enxergava ficara borrado. Aos poucos, a caixa ia se enchendo cada vez mais e mais. Seu corpo se retraia e a respiração ficava cada vez mais ofegante. Sentiu aquele líquido tampar os ouvidos e chegar ao rosto. O pouco de ar que ainda tinha estava se acabando.
Quando submersa, Lilith não se mexeu mais. Precisava poupar o máximo de energia possível e precisava acalmar-se. Talvez ele fosse tirá-la de dentro daquela arca logo, então era preciso manter a calma. Ele não ia deixa-la morrer...

Mas foi só então que ela percebeu que não havia como morrer, sendo que ela já estava morta. Só agora percebera que não teria perigo estar ali dentro e que aquilo não era uma tortura. Mas, então, o que era aquela arca?

O rosto do homem de olhos esmeraldas surgiu no vidro, sorrindo, lindo! A voz dele ecoou dentro da mente dela:
- Você vai ter a chance de vingar sua morte, bela garota... Darei a você a chance de voltar e vingar-se de todos os que te trouxeram até aqui. Farás um trabalho para mim, trazendo todos os malditos que fazem mal uso de meu nome num mundo decadente e depreciável, onde veneram o Onipotente que é desalmado e excomunga aqueles que deram a vida em Seu nome. Vivemos para Segui-lo, e temos o pior dos finais. Somos atirados à sorte mundana e temos a alma corrompida por qualquer ser malévolo sem chances de perdão. Foi assim comigo... Foi assim com você!
Então, Lilith percebeu que o homem de olhos esmeraldas não era Baphomet, mas também um jovem que fora oferecido a ele. Eram duas almas malditas e condenadas, oferecidas às trevas e que se uniram na morte para dar poder àqueles que o traíram. Ambos atirados ao inferno para suprir às necessidades daqueles que os venderam. Aquele homem era usado por Baphomet. Era apenas uma imagem melhor que o demônio poderia usar para se mostrar. Ela podia ver através dos olhos dele sua morte dolorosa naquele ritual sangrento, onde sua barriga fora aberta com ele ainda vivo e suas vísceras puxadas enquanto ainda podia senti-las sendo cortadas.
Logo, o rosto bonito daquele jovem foi substituído pelo rosto do bode que sorria escancarado. A voz agora surgiu rouca e grotesca.
- Vá e veja como tudo aconteceu contigo até chegar até aqui, bela garota!
As palavras ecoaram como se vindo de muito longe. Lilith sentiu o corpo ser arrastado pelos corredores do tempo e viu a vida passar diante de seus olhos qual como numa fita cassete sendo rebobinada. Conseguia ver cenas as quais nunca tinha visto e nem nunca tinha vivido. Lembranças adormecidas dela e de outras pessoas. Via tudo claramente agora, como em um filme. As missas quando criança, as festas da Igreja, as reuniões de seus pais que sempre faziam com ela tivesse que ficar brincando na rua com outras crianças até que fosse chamada de volta.
As coisas, aos poucos, iam fazendo sentido. Lilith estava ali, sendo criança de novo, e ia descobrir como tudo isso tinha começado.



domingo, 10 de junho de 2012

O Sacrifício - Segunda Parte



Sacrifício parte dois


O horizonte era marcado por inúmeros jazigos altos, cruzes de vários formatos e tamanhos, anjos em lamúrias e em tamanho dos mais variados. A morte se fazia presente por todos os lados. A noite era fria e silenciosa, sem Lua.

Mesmo no escuro, os olhos enxergavam com perfeição. Levantou o rosto e examinou o local com calma. Não sabia exatamente onde estava, só sabia dizer que era um cemitério. Uma antiga necrópole encravada numa cidade que nunca dormia. Mas estranhava o fato de tamanho silêncio. Continuava na cidade mesmo ou ali era algum outro lugar que ela não conhecia?

Levantou. Observou o túmulo de pedra de mármore cinza onde estava sentada. Saltou para o chão cheio de pedrinhas e caminhou pelos corredores sombrios daquele santuário dos mortos. Ao longe, havia uma capela no que parecia ser o centro do cemitério. Seguiu até lá e encontrou as portas fechadas. Mas havia algo lá dentro que lhe chamava atenção. Aquela luz bruxuleante de velas acessas. Teria alguém ali?

Deu a volta na construção pequena, porém alta, quase redonda. Nitidamente uma construção antiga, estilo gótico. Porta e vitrais em ogivas. Subiu a escadinha de aceso com três degraus altos, balaústres bem desenhados e duas sentinelas monstruosas de cada lado. Aproximou-se da porta e, quando iria bater nas folhas de madeira, elas se abriram em duas, cada parte para um lado, mostrando o espaço pequeno que havia ali. As duas velas negras estavam no chão, aos pés do trono dourado que vira outrora, em um momento não muito distante. A abóbada alta ostentava dois lustres redondos com velas pela metade. E ele estava lá, vestido de preto, os olhos esmeraldas e o rosto oculto pelo capuz medieval. Logo, ela se lembrou do que se tratava.

Adentrou a capela que estaria vazia, não fossem as velas, o trono dourado e o tal homem misterioso sentado ali. Na verdade, descobriu uma mesa alta de madeira onde imaginou que ali fosse colocado o caixão para a missa de corpo presente. Arrepiou-se ao imaginar as tantas missas que já foram feitas ali. Talvez, a sua própria.

O Homem manteve-se em silêncio em sua posição tradicional, onde uma mão apontava para cima e a outra para baixo. Ficou assim até que ela se aproximasse. Ela tocou a mão dele e se ajoelhou, beijando a mão que tomara entre as suas.

- Bem vinda, Lilith.

Ela ficou ali, ajoelhada, olhos baixos. Não entendia ainda tudo aquilo que estava acontecendo com ela. Tinha sido oferecida para um casamento que ia contra todas as leis ortodoxas as quais fora criada. Não conseguia aceitar que tinha sido oferecida pelos próprios pais.

- Não vá remoer isso para o resto de sua existência, bela garota... És minha agora!

Ela continuou ali, ajoelhada. Ergueu os olhos para ele e continuou em seu silêncio reservado.Só desviou o olhar ao ouvir as portas fecharam atrás de si. A escuridão só era quebrada pelas velas erguidas na abóbada alta e aquelas duas aos pés do trono. Sons de correntes e ferrolhos se fizeram ouvir. Era algum portão que estava se abrindo. Mas, num espaço tão pequeno quanto era aquela capela sem imagens e altar, onde se esconderia uma passagem?

Um vento forte apagou todas as velas e o chão sumiu. Ela sentiu a queda livre e o frio na alma ao cair sem saber para onde. Sentia o ar denso, os cabelos soltos voando para trás. Estava ao léu, caindo na escuridão. Nenhum anjo apareceria para salvá-la? Nenhuma de suas lamurias seriam ouvidas? Ela era tão perdida que não poderia ser lembrada? Estaria tão perdida assim?

Clamou por todos os deuses aos quais se lembrava. Clamou, principalmente, por aquele Ser Maior que sempre rezara e lia, mas tudo parecia inútil! Nenhuma ajuda, nenhum socorro. Apenas a queda para o vale das sombras, o recanto da morte.

Quando, enfim, sentiu o chão, percebeu que não havia morrido na queda. Já estava morta! Ainda era difícil entender que sua alma havia sido corrompida, vendida. Seus pais... Seus próprios pais a ofereceram ao tinhoso, aquele ao qual sempre pediram para estarem livres. Iam todos os domingos à Igreja, pagavam o dizimo, ajudava nas obras. Sua mãe a convencera em frequentar a catequese, deveria ser pura até o dia de seu casamento. E tudo o que recebia em troca era isso? O inferno? Mesmo sem pecados, mesmo com uma vida de obediência aos pais e ao Senhor, era assim que permaneceria na eternidade? Casada com um demônio?

Levantou-se vagarosamente e não conseguiu ver nada ao seu redor. Havia cheiro de podre e enxofre. O primeiro passo afundou em uma poça mal cheirosa, lamacenta. E assim era todo o chão pelo qual caminhou. Era lodo e excremento juntos. Ouvia como se fossem galhos quebrando, mas sua mente amedrontada imaginava as mais bizarras cenas naquele lugar.

Ao longe, ela podia ouvir gritos chorosos, pesarosos, clamando por ajuda e salvação. Ouvia-se pequenas explosões e gritos ainda mais altos acompanhavam-nas. Logo foi possível ver o horizonte alaranjado. Não tinha certeza, mas pensou ser a luz das tais explosões. Assim, resolveu seguir na direção da Luz ao longe.

Realmente havia as tais explosões. Vinham do chão, como se pequenos vulcões em erupção. Via-se almas levantando junto das chamas, misturados em brasa e carne, numa coisa só. O cheiro de podridão era intenso, nauseante. E ela seguiu adiante até encontrar aquele enorme prédio sujo, perfeitamente retangular na horizontal, lembrando a mesma arquitetura usada no MASP. O vão entre o prédio e o chão era escuro, vazio e ecoava os passos por aquela imensidão de trevas. Uma escada subia em caracol. Balaústres retos e sem desenhos, sujos, enegrecidos. Ela subiu, não tocando o corrimão. Não havia iluminação nenhuma e ela ia pé ante pé, temendo tropeçar nos degraus.

Quando adentrou o salão guarnecido em total escuridão, ela conseguiu reconhecer a silhueta ali em pé. Era ele, sorridente, envolto em uma luz própria que vinha do centro da cabeça, dentre os chifres altos e encurvados. Seu rosto não era monstruoso dessa vez. Ele era lindo! Os olhos esmeraldas brilhavam e seu sorriso era perfeito, alvo e os dentes de vampiro protuberantes.  O terno bem cortado, alinhado, modulando o corpo perfeito daquele Ser.

- Bem vinda à nossa casa, bela garota!

Lilith estava com um vestido preto, rente ao corpo, mas só agora ela percebera isso. O decote em v deixavam os seios fartos à mostra. Os cabelos longos e volumosos caiam sobre os ombros desnudos.

- Hoje vou te dar um presente, Lilith.

Ele segurou a mão dela e seguiram juntos até além das portas altas de ouro. Toda a extensão daquele prédio estava na escuridão, só era iluminado quando eles passavam devido aquela luz que ele mesmo emanava.

Os corredores eram longos e o pouco que ela podia ver era aterrorizante. Havia cabeças pela parede, crânios expostos em sua alvura de ossos polidos. Eram crânios estranhos, pouco semelhantes aos que conhecemos. Imaginou ser de todas as Eras já vividas pela humanidade. De súbito, ele parou e apontou um dos crânios na parede.

- Este é de alguém muito interessante... – ele sorriu. – Escariotes... Lembra-se dele?

Ela se aproximou e tocou o crânio do maior dos traidores da história da humanidade. Olhou para o homem ali ao seu lado, que sorria ainda.

- Cada um desses tem uma história. Mais adiante, na curva que faremos, você verá o de Hitler. Adoro essa minha coleção particular. As almas amigas que estão comigo até hoje! Jamais deveriam dizer que eu sou o mal. Pensando por um lado bem Humano, eu deveria ser tratado melhor que o Senhor Divino, já que quem faz a verdadeira justiça sou eu. Cada pessoa cruel que morre vem pagar as contas aqui comigo. Se eu dou jeito naquele que foi ruim em vida, eu sou, então, aquele que reabilita o Ser, não acha?

A sua gargalhada ecoou por entre os imensos corredores escuros e continuaram sua caminhada trevosa. Não demorou muito e eles chegaram naquela imensa porta. Sua altura era a de um prédio de cinco andares e sua largura era a de um campo de futebol. Lilith sentiu a respiração faltar quando terminou de medir a porta com os olhos.

- Chegamos Lilith!

Um barulho ensurdecedor ecoou e a ventania que saia de dentro da fresta aberta era realmente muito forte. Lá dentro, um imenso labirinto de paredes de barro.

- Mas o que é isso? – ela indagou.

- Seu presente. – ele sorria. – Vou te dar uma oportunidade única, Lilith...

Quando ela olhou aos lados, percebeu que estava sozinha. Apenas ela e o labirinto de barro. Não havia mais aquele homem consigo, não havia mais a porta, não havia mais nada. Seguiu adiante e adentrou o labirinto. Lá dentro era frio e ela tremeu. Não podia ver um palmo a sua frente. Caminhou em passos lentos, medrosos. Não tinha ideia do que lhe aguardava ali dentro.


sábado, 9 de junho de 2012

11 de Setembro: A Maior Farsa Mundial!


Antes de qualquer coisa, preciso dizer que eu não sou à favor de nenhum tipo de Política e muito menos de alguma religião, seja ela qual for!
Direi apenas o que EU ACHO, apenas o que EU PENSO e ninguém é obrigado a concordar comigo sobre essa minha opinião.
Então, leia e reflita da maneira que quiser.
Todo e qualquer comentário será bem vindo.



Ontem, pela PRIMEIRA vez, eu assisti o famoso desenho “South Park”.
No episódio em questão, o desenho estava falando sobre os ataques de 11 de Setembro e, descaradamente, insinuaram ser uma grande FARSA!







Eu JAMAIS poderei afirmar isso, óbvio. Não trabalho com a Segurança dos EUA. MAS, fica cada dia mais claro para mim que os ataques do 11 de Setembro foram mesmo um Trabalho Interno!
Ora, vejam só, que conveniente seria: O mundo estaria fragilizado com tão terrível acontecimento. Todos estariam em pânico, pensando ter qualquer outro ataque em qualquer outro lugar do Planeta se ninguém fizesse nada contra os terroristas. Bush teria, então, o apoio e TODOS e, assim sendo, levantaria guerra contra o Inimigo sem problemas, sem precisar derrubar sua máscara, quando, na verdade, tudo o que ele queria, era simplesmente tomar o Poder para si! Isso tudo é política! E das mais sujas!
Continuem pensando comigo: Bin Laden era o vilão, na época. TODOS sabemos que os EUA são mesmo prepotentes que querem dominar o mundo inteiro, se acham os maiorais, não é mesmo? Então... Com isso tudo, eles poderiam ir em busca do Petróleo, ser donos de tudo sem precisar levantar suspeita sobre a grande armação deles.
Seria quase perfeito, Senhor Bush... Mas você é tão imbecil quanto qualquer outro terrorista que se mata bestamente por causa de sua Religião!
Abram os olhos, meu povo... Você acham mesmo que o Bin Laden, num belo dia, acordou e resolveu sequestrar dois aviões dos EUA, uma das maiores potencias do mundo e com toda a inteligência que o País tem, com a segurança rigorosa que tem e jogar no World Trade Center? Justo eles, tão pobres de recursos? Ou talvez não tão pobres assim, mas, enfim... Vocês acham mesmo que seria assim tão fácil?



E tem mais! Coisas que vocês deveriam saber, mas a GLOBO nunca falou em seus telejornais.
Todos se lembram que, no dia 11 de Setembro, o Pentágono também sofreu ataque terrorista, não é mesmo? Então, por que as câmeras não registraram a chegada do avião? Não existe nenhuma imagem que mostra algum avião cair sobre o pentágono... NENHUMA!
As imagens foram confiscadas, não existe nenhuma carcaça de avião nas fotos do pentágono. Nem asa, nem poltronas... NADA! E o ponto de impacto do avião é simplesmente redondo! Se fosse mesmo um avião que tivesse caído, não seria exatamente redondo. Como explicar?




E ainda tem outra coisa que eu fico pensando: SE os terroristas queriam mesmo causar um grande impacto atacando alguma coisa nos EUA, por que não a Estátua da Liberdade? Esse é um Grande símbolo dos EUA, não é mesmo? Se eles queriam só chamar atenção, por que matar tanta gente? Alguma coisa não se encaixa... 



PS: Eu poderia ficar HORAS escrevendo sobre o que já li, ouvi e assisti sobre o tema, mas a ideia do post não é se tornar uma aula de críticas e explicações sobre. Mas peço: Procurem saber. Uma venda será tirada de seus olhos! 
Lembrando, mais uma vez, o post NÃO TEM NENHUM FIM RELIGIOSO!!!
Grato. 

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Atualizado em 09/09/12.

Eis um vídeo que explica melhor o que eu quis dizer.